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Cronograma físico-financeiro de obra: Gantt, caminho crítico e curva S
Physical-financial schedule: Gantt, critical path and S-curve
How much money does the job need each month, and how do I show it in a physical-financial schedule with a Gantt chart and S-curve?
Quanto dinheiro uma obra precisa em cada mês? Neste estudo prático, montamos o cronograma físico-financeiro da ampliação de uma escola municipal de 160 m², com contrato didático de R$ 309.002 e prazo de sete meses. Você verá como organizar etapas e dependências, estimar durações com apoio das composições SINAPI, montar o gráfico de Gantt e identificar o caminho crítico. Depois, distribuímos os valores ao longo do prazo para visualizar a curva S e discutimos como o calendário de medição e pagamento afeta o capital de giro da construtora. O exemplo é demonstrado no OpenConstructionERP, software gratuito e de código aberto para orçamento e gestão de obras.
You will produce
A seven-month physical-financial schedule of a R$ 309,002 contract: twelve stages with durations from SINAPI compositions, Gantt and critical path, monthly values, the S-curve and the cash gap from monthly measurement.
Transcript
0:00 Quando entra o dinheiro
A prefeitura não paga a obra adiantada. Em regra, a lei proíbe: primeiro você constrói, depois mede, só então recebe. Então, no primeiro mês da escola, quem paga o cimento e o pedreiro? Você. Só em julho, quase R$ 20.000. E nos meses seguintes, é isso que o cronograma mostra.
0:21 Para quem é
Este vídeo é para quem vai tocar uma obra pública pequena, como dono de construtora ou engenheiro da obra. Se você não sabe quanto dinheiro vai precisar em cada mês, a obra pode parar no meio, mesmo com o contrato assinado. Para começar, você só precisa de duas coisas: a planilha da obra e o prazo do contrato. No fim, você vai saber quanto separar para cada mês.
0:45 O projeto
A escola é a mesma. Duas salas de aula, 160 m². A nossa construtora ganhou a licitação por R$ 309.2, e R$ 2 com prazo de 7 meses. Se tudo fosse gasto e pago no mesmo dia, seria fácil, mas obra leva meses e cada mês pesa diferente.
1:05 Físico-financeiro, sem mistério
Cronograma físico financeiro parece nome difícil. Na prática, são duas tabelas juntas. A parte física diz o que vai ser feita em cada mês. A parte financeira diz quanto isso custa em cada mês. No fundo, é a planilha do orçamento com uma coluna para cada mês. Com ela, você sabe quanto vai gastar e quanto vai receber mês a mês.
1:30 As doze etapas
Comece pelas etapas da planilha. São as 12 do orçamento, da administração local até a limpeza. Algumas só começam quando outra termina. Não dá para levantar parede antes da estrutura, nem colocar telhado sem ter onde apoiar. Isso se chama dependência. Já administração local corre do primeiro ao último dia junto com tudo.
1:54 O cronograma no aplicativo
Agora no aplicativo, abra o cronograma do projeto. As duas etapas da planilha já estão ali e cada etapa se abre nos seus serviços. São 29 serviços ao todo, cada um com início e fim.
2:07 Quanto dura cada etapa
De onde sai o prazo de cada etapa? A composição de sinap ajuda. A parede pede 1 hora e 12 minutos de pedreiro por met quadrado. 420 m² dão umas 500 horas de pedreiro. Com mais gente, menos dias. Agora repare na estrutura e na alvenaria. A parede começa assim que a primeira parte da estrutura fica pronta. Por um mês, as duas andam juntas.
2:32 A obra inteira
Pronto. A obra inteira leva 7 meses, de julho a janeiro. Cada barra é uma etapa e o comprimento da barra é o tempo que ela leva. A última é a limpeza final. É ali que a escola fica pronta para receber os alunos. Os dois macos no fim da lista são o recebimento da obra. Esses ficam para o último vídeo.
2:53 Gantt e caminho crítico
Esse desenho se chama gráfico gigante. Leia de cima para baixo. É a ordem da obra. Onde as barras se sobrepõem, duas equipes trabalham ao mesmo tempo. Agora veja esta corrente de etapas. Se uma atrasa, todas as seguintes atrasam junto, como dominó. Esse é o caminho crítico. É nele que você não pode perder um dia.
3:16 O dinheiro de cada etapa
Agora o dinheiro. Cada etapa tem o seu valor de custo direto, sem o BDI. No aplicativo, a tela de custos mostra a lista. A mais cara é a estrutura. R$ 69.105. R$ 105. Ela vai de meados de agosto até o fim de outubro. Então esse dinheiro se espalha por esses meses, um pedaço em cada um.
3:37 O valor de cada mês
Faça isso com todas as etapas e some cada mês. Esse é o valor por mês. Quanta obra consome naquele mês? Na escola, o mês mais pesado é outubro com R$ 48.119. Por quê? Em outubro, estrutura, alvenaria e instalações correm juntas. é o mês em que mais dinheiro sai do seu caixa. Marque esse mês, a gente volta nele já.
4:01 A curva S
E se você somar mês após mês, o total acumulado num gráfico forma uma curva em S, começa devagar, com canteiro e fundação, fica íngreme no meio quando estrutura e paredes andam juntas e deita de novo no fim nos acabamentos. Por isso o nome curva S.
4:22 A curva da nossa escola
Na nossa escola, a curiva fica assim. Repare, no fim de setembro, só pouco mais de 1/3 do custo saiu do caixa. A metade passa em outubro. Isso é normal. O começo de obra é lento e o dinheiro grande vem no meio.
4:38 Medição mensal e caixa
Agora a parte que abre empresa. Pela lei, a medição de obra mensal. Medição é a conferência do que foi feito no mês. Você gasta durante o mês. A prefeitura mede no fim e paga depois. Esse buraco entre gastar e receber tem nome. Capital de giro. É o dinheiro que a empresa precisa ter em caixa para a obra não parar.
4:59 O buraco no caixa
Desenha as duas curvas: o que você gasta e o que você recebe se a prefeitura pagar um mês depois. A maior distância entre elas é quanto dinheiro você precisa ter. Na escola é o próprio mês mais pesado, uns R$ 48.000 de custo. Não tem esse dinheiro? Melhor descobrir agora do que em outubro.
5:20 Administração local
Um detalhe que o TCU cobra. A administração local, o engenheiro e o mestre de obras é paga conforme a obra avança e não como um valor fixo por mês. Se a obra atrasar, esse dinheiro também atrasa. No nosso exemplo, o aplicativo espalhou esse item por igual, mês a mês. Na hora de medir, ajuste ao avanço. Esse é justamente o ponto que o tribunal manda corrigir.
5:45 Jogo de planilha
E um erro que dá problema sério, tem empresa que joga mais dinheiro nos primeiros meses do cronograma para receber antes. A lei chama isso de distorção do cronograma e pode ser superfaturamento, que é dano ao dinheiro público. O cronograma tem que mostrar a obra como ela vai acontecer de verdade.
6:04 A lista completa
Por fim, desça até o fim da lista. São as mesmas 12 etapas e somadas dão R$ 248.151 de custo direto. Com o BDI chega aos R$ 309.000 do contrato. É esse plano que cada medição vai seguir.
6:21 Aviso
Um aviso, os valores e os prazos deste vídeo servem só como referência. Confira tudo no contrato e com os números da sua empresa antes de usar. Não nos responsabilizamos por erros.
6:33 Quatro perguntas
Antes de entregar o cronograma, quatro perguntas. A soma dos meses dá o valor do contrato? Alguma etapa começa antes daquela de que ela depende? O mês mais pesado cabe no seu caixa? E a administração local acompanha o avanço da obra?
6:49 Próximo vídeo
No próximo vídeo, a obra começa de verdade. Primeira medição, um aditivo e o reajuste. E a gente vê o que acontece quando a curva real fica abaixo da planejada. Para instalar o aplicativo gratuito e de código aberto, veja o vídeo na tela final.





