Fase 2 de 7 · Projeto
Carbono incorporado e sustentabilidade
Calcule o carbono nos materiais e na construção e use-o para escolher entre alternativas.
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- Avaliação de carbono incorporado e relatório de sustentabilidade
- Módulo
- Sustainability, assets and operations
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O que é
O carbono incorporado são os gases de efeito estufa emitidos na fabricação, no transporte e na instalação dos materiais de construção e, depois, na manutenção, substituição e demolição deles. A EN 15978 divide o ciclo de vida em módulos: A1–A3 fase de produto, A4 transporte até a obra, A5 construção, B fase de uso, C fim de vida e D benefícios e cargas além dos limites do sistema. A estrutura e a envoltória costumam concentrar a maior parte do carbono inicial.
Uma avaliação multiplica os quantitativos de materiais do orçamento ou do modelo por fatores de emissão de EPDs conforme a EN 15804 ou de bases genéricas como a ICE. Feita cedo, compara alternativas de projeto quando mudar ainda é barato. Feita na conclusão, reporta o que foi de fato construído. Clientes, autoridades de licenciamento e algumas regulamentações nacionais já a exigem.
Quem faz
- Consultor de sustentabilidade
- Executa a avaliação e orienta sobre opções de menor carbono.
- Orçamentista
- Fornece os quantitativos e confere as especificações de materiais.
- Projetistas
- Escolhem os sistemas estruturais e os materiais e testam alternativas.
- Equipe de suprimentos da construtora
- Obtém as EPDs dos produtos e registra os materiais entregues.
- Cliente
- Define as metas de carbono e os requisitos de relatório.
Como funciona
Definir o escopo e as metas
Acordar os módulos cobertos, o período de estudo de referência e qualquer meta ou valor-limite.
Extrair os quantitativos
Obter os quantitativos de materiais da planilha orçamentária ou do modelo, agrupados por elemento da edificação.
Atribuir fatores de emissão
Usar EPDs específicas do produto quando conhecidas e dados genéricos, como a ICE, quando não.
Calcular e comparar
Calcular o carbono por módulo e por elemento e comparar as alternativas de projeto.
Atualizar ao longo dos suprimentos
Substituir os dados genéricos pelas EPDs dos produtos efetivamente comprados.
Reportar
Emitir a avaliação conforme o método acordado e registrar as premissas e as fontes de dados.
Como difere por país
- Reino Unido
- A norma profissional do RICS Whole life carbon assessment for the built environment (2ª edição, 2023) define o método que a maioria dos profissionais usa. A Greater London Authority exige avaliações de carbono de ciclo de vida completo para pedidos de licenciamento que lhe são encaminhados.
- França
- A RE2020 estabelece limites regulatórios para o carbono do ciclo de vida de edifícios novos, usando um método de cálculo dinâmico e dados ambientais da base INIES.
- Países Baixos
- O MPG (MilieuPrestatie Gebouwen) define uma pontuação máxima de desempenho ambiental para edifícios novos, calculada com dados da base ambiental nacional.
- Dinamarca
- A regulamentação dinamarquesa de edificações estabelece valores-limite para as emissões de carbono do ciclo de vida de edifícios novos, e esses limites vêm sendo endurecidos ao longo do tempo.
- Internacional
- A EN 15978 define o método de avaliação de edifícios e a EN 15804 as regras para as EPDs de produtos de construção. A ferramenta EC3, da Building Transparency, é muito usada para comparar produtos com dados de EPDs.
Erros comuns
- Misturar módulos, como comparar um valor de A1–A3 com um de ciclo de vida completo.
- Usar fatores genéricos para concreto e aço quando há EPDs dos produtos.
- Deixar de quantificar instalações, acabamentos ou obras temporárias.
- Não declarar o período de estudo de referência e as premissas.
- Fazer a avaliação só no fim, quando as escolhas de projeto já estão definidas.
- Incluir os benefícios do módulo D no resultado principal em vez de reportá-los separadamente.
No OpenConstructionERP
Módulo: Sustainability, assets and operations
Os módulos de sustentabilidade, ativos e operações dão suporte ao trabalho com carbono. O Carbon & Sustainability calcula o carbono incorporado e operacional, mantém uma base de EPDs e gera relatórios de sustentabilidade. O ESG Site Performance acompanha energia, água, resíduos, mão de obra local e segurança do canteiro em relação às metas, e as equipes o usam como evidência dos impactos da fase de construção. O Off-site / Prefab / DfMA acompanha as unidades fabricadas da produção até a instalação, ajudando a registrar o que foi de fato instalado para a avaliação as built.
Carbon & Sustainability · ESG Site Performance · Off-site / Prefab / DfMA
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